segunda-feira, 5 de novembro de 2007

Identificando Remediações e Rupturas no Uso de Bancos de DAdos no Jornalismo Digital.

Suzana Barbosa

“O texto baseia-se na consolidação da internet como uma nova tecnologia e prática social”.
Essa consolidação caracteriza-se como um ambiente e sistema de informação, comunicação e ação utilizada pelos diversos sub-sistemas sociais, como exemplo o midiático que é uma modalidade diferenciada do jornalismo a parti das redes.
O jornalismo digital vem evoluindo muito e tem seu desenvolvimento marcado por três fases: webjornalismos de primeira, de segunda e de terceira geração. No webjornalismo de primeira geração, os produtos oferecidos são transposições parciais ou totais do conteúdo de jornais impressos. Os produtos de segunda geração, “atrelados” ao modelo do jornal impresso, começam a ocorrer experiências na tentativa de explorar as características especificas oferecida pela rede e já com os produtos de terceira geração, o cenário começa a modificar-se devido ao surgimento de iniciativas que exploram a idéia de uma versão para a web de um jornal impresso já existente.
Portanto esse texto visa explorar alguns pontos sobre o uso do banco de dados no jornalismo digital.
“A remediação tem seu conceito como adequado para analisar sobre os bancos de dados, que pode ter seu emprego melhorado e ampliado em função dos desenvolvimentos tecnológicos”.
Para alguns autores, as inovações trazidas pelas novas mídias, cuja sua característica definidora é a matriz digital e ao contrario, as novas mídias remediam, ou seja, melhoram seus prodecessores em um todo. (jornal, revista, rádio, telefone, etc.).
“As perspectivas de mudanças ou rupturas se dão em relação à construção das narrativas, concepção de produto e uso do arquivo”.
As rupturas estariam quebrando um certo padrão até então utilizado, as quais são proporcionadas por um grau elevado da potencializarão do uso de uma determinada característica dentre as distintivas do jornalismo digital (hipertextualidade, multimidialidade, interatividade, personalização, memória e atualização continua/instantaneidade).
Em 2003 Antônio Figaldo faz uma argumentação, ele diz que os produtos jornalísticos digitais assentados em bases de dados distinguem-se entres os demais online por não terem edições fixas, ocorre pelo fato de uma edição ser apenas uma configuração possível gerada pela base de dados. Ao fazer essa afirmação Fidalgo estabelece a distinção entre um jornal online feito apenas em HTML e um que use base de dados. Ele ainda cita a mudança no procedimento do jornalista com relação à incorporação de rotinas descentralizadas, ao acréscimo ilimitado de temáticas abrangidas e à manutenção dos arquivos. Acredita-se que o primeiro passo para construir uma estética própria para as organizações jornalísticas, além da compreensão por parte das próprias organizações, deve-se também os profissionais jornalistas ampliarem o seu entendimento e capacidade cognitiva sobre o potencial dos bancos de dados, pois o desempenho das suas funções irá requerer tais conhecimentos.
No âmbito das narrativas devam-se considerar as poéticas da imersão trabalhadas por Marrie-Laure Ryan, pois nos ajudam a compreender e a estimular o posicionamento do usuario diante das publicações jornalísticas digitais. As técnicas narrativas, em geral, são avaliadas em termos das habilidades que possuem para promover os tipos de imersão.
Gêneros ou gêneros de discurso são dispositivos de comunicação. Deve-se ter claro que lês só podem aparecer quando certas condições sócio-históricas estão presentes, ou seja, o aparecimento dos gêneros em todas as esferas da atividade social estará diretamente condicionado a determinadas condições históricas. Os gêneros de discurso têm um caráter historicamente variável. Para José Álvares Marcos (2003), o processo de acomodação de gêneros e o surgimento de novas formas vivem na internet um momento de ápice. Um outro modo é o de fotografia, vem sido usada em diversas publicações digitais que nos permite percebe remediações e, talvez, pistas para algumas rupturas.
Sobre os infograficos, alguns pesquisadores os apontam mesmo como um novo gênero jornalístico no jornalismo digital. Irá se constituir um gênero desde que se apresente como única informação disponível, com linguagem própria, seja desenvolvida mediante unidade elementais icônicas (estáticas ou dinâmicas) com o apoio de diversas unidades tipográficas e/ou sonoras, normalmente verbais, e que seja unidade integra de informação. Com esse modo, nos facilita a compreensão dos acontecimentos, ações ou coisas da atualidade que se relatam ou alguns de seus aspectos mais significativos, acompanhando ou substituindo o texto informativo.
Com o formato voltado para o jornalismo digital, o banco de dados tem como uma de suas funções justamente a de memória dos conteúdos publicados. Acredita-se que as formas de armazenamento e recuperação dos arquivos na internet, principalmente se tratando de sites jornalísticos, devem manter uma síntese de utilização semelhante à que é utilizada em outras estruturas presentes no dia-a-dia, assim sendo a absorção tecnológica mais natural.

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